Sara Raquel Rodrigues Martins Mendes - nº 35534 - Línguas e Relações Empresariais - NOTÍCIA PODER DE COMPRA 24% ABAIXO DA MÉDIA EUROPEIA
Poder de compra 24% abaixo da média europeia
O poder de compra é o nível de capacidade financeira que um consumidor ou mercado (e outros) tem para um bem ou serviço, isso é, o quanto ele pode pagar. Quando relacionado a um consumidor, geralmente é baseado em quanto ele ganha ou tem guardado, quantia essa que tem a potencialidade de ser gasta em algum momento. A Inflação representa o crescimento contínuo e generalizado dos preços dos bens e é calculada como a taxa de variação do Índice de Preços no Consumidor (IPC). Os monetarias, por seu lado, apontam como principal causa para a inflação o excesso de oferta monetária. Por fim, uma outra razão para a ocorrência de inflação é a sua própria inércia provocada pelas expectativas dos agentes económicos; de facto, muitos preços futuros são fixados no presente tendo em conta as expectativas quanto ao futuro levando a que preços como os salários e os juros, entre outros, incorporem já a inflação futura esperada. A inflação reflete-se também directa e indirectamente no poder de compra das pessoas. Consideremos que o rendimento da população se mantém constante, logo, um aumento generalizado do preço dos bens e serviços irá traduzir-se numa menor capacidade de adquirir bens e serviços, ou seja, numa deterioração do seu poder de compra. Claro que se o rendimento das pessoas aumentar na mesma proporção da subida dos preços então o seu poder de compra mantém-se. Inflação equilibrada e prevista numa situação em que todos os agentes económicos esperam um aumento de preços, por exemplo de 10%, ninguém se supreenderá com a modificação dos preços. A alimentação, o vestuário, os salários e as rendas aumentam a uma taxa anual de 10%. Tudo se passaria como se não existisse inflação. Mas as inflações não previstas antecipadamente constituem uma supresa, uma subida de inesperada dos preços irá empobrecer alguns que vêem o seu poder de compra a reduzir. O poder de compra de Portugal está a 24% abaixo da média europeia, com 76%. Com o aumento da inflação, o aumento do poder de compra e o reduzido aumento dos ordenados, estamos a ficar cada vez mais pobres, e de nos afundarmos na UE. Os portugueses tinham a mesma capacidade de adquirir para adquirir bens e serviços há 3 anos. Portugal está assim longe dos países mais evoluídos da UE e mais perto dos países de leste pelas piores razões. Verifica-se uma deterioração acentuada das condições económicas das empresas e das famílias, dificuldades acrescidas de acesso ao crédito e o agravamento do preço dos produtos alimentares. O PIB refere-se ao valor agregado de todos os bens e serviços finais produzidos dentro de um território de um país. Exclui as transacções dos bens intermediários e o seu valor é medido a preços de mercado.
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Sara Raquel Rodrigues Martins Mendes - nº 35534 - Línguas e Relações Empresariais - O DESENVOLVIMENTO NO MUNDO (QUESTÕES)
O que é afinal um país desenvolvido? 17/12/2009
Os países desenvolvidos são países que conseguiram um alto índice de industrialização, e que desfrutam de um alto padrão de vida, possível graças à riqueza e à tecnologia, esta tem um papel fundamental no nível de desenvolvimento de determinado país.
Os países desenvolvidos são diferentes dos subdesenvolvidos porque: seus habitantes possuem uma melhor qualidade de vida; utilizam seus recursos de tal forma que sejam suficientes para atender às necessidades do país; a qualidade dos seus produtos manufaturados é elevada; têm ordem econômica; os serviços são bem distribuídos no país e entre as pessoas e, acima de tudo, a população trabalha de forma totalmente eficaz.
O desenvolvimento é classificado como um processo de uma sucessão de mudanças que alteram o ritmo e a estrutura de um determinado sistema, tornando seus potenciais mais ágeis. Os países desenvolvidos têm um crescimento da renda per capita que vai acompanhado de transformações no funcionamento do sistema econômico e, ao mesmo tempo, são observadas mudanças sociais, políticas e culturais que modificam ampliamente a estrutura social deste ou daquele país.
Exemplos de países desenvolvidos:
EUA, Japão, Alemanha, Rússia, Portugal
Quais são os aspectos (variáveis) chave para o desenvolvimento de um país?
Os aspectos chave para o desenvolvimento de um país são o PIB per capita , a esperança média de vida, o grau de alfabetização e o IDH. Porque há tantas diferenças entre o nível de desenvolvimento dos países?
Um país desenvolvido, segundo os padrões das sociedades consumistas contemporâneas, é um país que tem um PIB per capita superior e que possui um índice de desenvolvimento humano (IDH) elevado. As sociedades desses países são altamente consumistas. A luta por melhores condições de vida da população é visível, principalmente no que diz respeito a uma melhor distribuição de renda, não existindo grandes disparidades entre uma classe social e outra. Os impostos cobrados são directamente direcionados à construção de escolas, habitações, estradas, hospitais, programas de saúde e aposentadorias mais justas.
Os países subdesenvolvidos ou periféricos possuem 80% da população mundial.A maior parte dos países subdesenvolvidos ficam na Ásia,na África e na América Latina
Entre os aspectos relacionados ao quadro humano,destacamos:
o acelerado crescimento populacional,consequência das elevadas taxas de natalidade,
o baixo nível de renda de grande parte da população,determinando a formação de grande bolsões de pobreza nos países subdesenvolvidos.Além disso a distribuição de renda é imperfeita. As precárias condições de saúde,reflexo da subalimentação que atinge grande parte da população e das péssimas condições assistenciais,principalmente médico-hospitalares. As péssimas condições de moradia,uma vez que grande parte da população vive em favelas e cortiços desprovidos de infra-estrutura básica (água encanada,esgoto,etc.),o que intensifica o êxodo rural.
Sara Raquel Rodrigues Martins Mendes - nº 35534 - Línguas e Relações Empresariais - INFLAÇÃO
O QUE É A INFLAÇÃO?
Trata-se de um termo utilizado pelos economistas
para designar um processo persistente e relativamente generalizado de aumento dos preços
em vigor numa dada economia, observado ao longo de um dado período de tempo. A
utilização da expressão aumento generalizado, significa que a inflação não incide apenas
sobre os preços de alguns bens e serviços, mas sim sobre os preços da grande maioria dos
bens e serviços; não incide apenas sobre os preços pagos pelos consumidores, mas também
sobre os preços pagos aos produtores daqueles bens e serviços; finalmente, a inflação não
incide apenas sobre os preços de bens e de serviços, mas também sobre outros preços, como
por exemplo os salários (preço da mão-de-obra).
PORQUE QUEREMOS MEDIR A INFLAÇÃO?
Se os preços no consumidor sobem, tal facto poderá afectar a competitividade da
economia, pois se os produtos de origem nacional se tornam mais caros, é natural que
sejam menos procurados nos mercados internacionais. Neste caso, as exportações ressentirse-
ão e poderão ficar em perigo alguns postos de trabalho, inicialmente e de forma mais
directa em empresas exportadoras, mas também, posteriormente, por via das várias
interdependências que vigoram no seio do tecido produtivo, em empresas não exportadoras.
Por outro lado, a subida dos preços pode ser causada por um aumento dos custos de
produção, o qual, pelo menos em parte, pode ser o resultado de medidas de política
económica, seja na área dos preços administrados (combustíveis, por exemplo), seja noutras
áreas, como a política monetária (se as taxas de juro cobradas pelos bancos aumentam, tal
não poderá deixar de se reflectir nos encargos financeiros suportados pelas empresas).
A SELECÇÃO DOS ARTIGOS QUE INTEGRAM O IPC A construção do IPC implica a definição prévia de um painel dos artigos (bens e
serviços) cujos preços se irão observar. Essa definição é feita com base no conhecimento
efectivo dos bens e serviços consumidos pela população. Por sua vez, esse conhecimento
resulta de inquéritos dirigidos às famílias. Neste tipo de inquéritos, além de se obterem outras
informações, pede-se aos inquiridos que registem diariamente, durante um período que pode
ser de uma ou duas semanas, as suas despesas. Pede-se igualmente que declarem quais as
despesas que, embora tendo sido suportadas naquele período, têm carácter mensal, bimestral
ou mesmo anual.
Nem todas as despesas suportadas pelas famílias dizem respeito ao consumo. Assim,
por exemplo a compra de uma habitação ou de um terreno é um fluxo de investimento,
enquanto a aplicação de poupanças em activos financeiros ou a satisfação de compromissos
financeiros (por exemplo, o pagamento de uma mensalidade devida por um financiamento
bancário que se obteve anteriormente) constituem operações de gestão financeira corrente.
Estes tipos de despesas não são considerados no âmbito do IPC, nem na fase de recolha dos
preços, nem mesmo no cálculo das ponderações que retratam a estrutura de consumo média
dos portugueses.
A escolha dos produtos a incluir no painel do IPC é feita de acordo com o seu peso
relativo (percentual) na total de despesas de consumo. Chega-se assim a um conjunto de
produtos bastante heterogéneo, o qual é depois arrumado em sub-conjuntos mais homogéneos
de acordo com a natureza dos produtos. Deste modo, o painel de produtos do IPC encontra-se
actualmente organizado em doze classes de despesa, as quais são as seguintes:
- Alimentação e Bebidas Não Alcoólicas
- Bebidas Alcoólicas e Tabaco
- Vestuário e Calçado
- Habitação, Água, Electricidade, Gás e Outros Combustíveis (domésticos)
- Acessórios, Equipamentos Domésticos, Manutenção Corrente da Habitação
- Saúde
- Transportes
- Comunicações
- Lazer, Recreação e Cultura
- Educação
- Hotéis, Cafés e Restaurantes
- Outros Bens e Serviços.
Não menos importante do que a selecção dos artigos, é a sua caracterização
rigorosa. Com efeito, importa assegurar que os preços recolhidos em estabelecimentos
diferentes dizem efectivamente respeito a um mesmo produto e só a ele. Quando, no
mercado, se encontra uma grande diversidade de formas e variedades do mesmo artigo, deve
optar-se por aquela que é mais consumida.
Vejamos um exemplo. Não basta dizer que o arroz é um dos artigos que integram
aquele painel. A maioria de nós sabe, por experiência própria, que em qualquer mercearia ou
supermercado se encontra à venda arroz a vários preços, segundo a respectiva variedade e
outros factores. Se, no entanto, nos referirmos ao artigo arroz extra longo branqueado em pacotes de um kg, teremos alcançado uma muito maior precisão. A título exemplificativo,
aqui ficam mais algumas caracterizações que, eventualmente, poderiam ser adoptadas no
âmbito da constituição do painel de artigos do IPC:
- Máquina de lavar roupa - unidade: uma
automática; óculo à vista; porta frontal; cor branca;
para 5 kg de roupa; 2200 w de potência; 12 a 14 programas.
- Calças - unidade: par
tecido de cor lisa de lã (± 45%) e poliester (± 55%), tipo sarja; confecção com dois bolsos
laterais, bolso traseiro e pinças; com fecho de correr; sem dobra; bons acabamentos;
medida 46/48.
Por vezes, a especificação do produto chega ao ponto de incluir a indicação da marca
cujo preço deve ser recolhido
CÁLCULO DO IPC
O cálculo do IPC é feito por etapas. Assim, são sucessivamente calculados: preço
médio de cada artigo em cada aglomerado populacional; preço médio de cada artigo em cada
região; índice simples de cada artigo em cada região; índices agregados por regiões; índices
agregados para o Continente; índices agregados para o País. Vejamos, mais detalhadamente,
como se processa cada uma destas fases.
ÍNDICES SIMPLES DE UM SÓ ARTIGO
O preço médio de cada artigo em cada aglomerado populacional, corresponde à
média geométrica dos diferentes preços que para o artigo em causa aí tenham sido registados.
Por seu turno, o preço médio de cada artigo em cada região (NUTS II) é dado pela
média ponderada dos respectivos preços médios em cada aglomerado populacional
pertencente a essa região.
Aqui chegados, podemos então calcular o índice simples ou elementar de cada artigo
em cada região. Trata-se simplesmente do quociente entre os respectivos preços médios no
mês corrente e no momento base (ano em questão), multiplicado por 100.
índice simples do artigo j no mês t = preçomédio do artigo j no mês t x 100
Sara Raquel Mendes nº 35534
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AVALIAÇÃO: Tema interessante. Definição de conceitos razoável (esquece-se de explicar o que significa IPC). Revela esforço de pesquisa e procura exemplificar. Mas não revela fontes! (Suficiente)- lmadurei Nov 9, 2009
Sara Raquel Rodrigues Martins Mendes - nº 35534 - Línguas e Relações Empresariais - NOTÍCIA PODER DE COMPRA 24% ABAIXO DA MÉDIA EUROPEIAPoder de compra 24% abaixo da média europeia
O poder de compra é o nível de capacidade financeira que um consumidor ou mercado (e outros) tem para um bem ou serviço, isso é, o quanto ele pode pagar. Quando relacionado a um consumidor, geralmente é baseado em quanto ele ganha ou tem guardado, quantia essa que tem a potencialidade de ser gasta em algum momento.A Inflação representa o crescimento contínuo e generalizado dos preços dos bens e é calculada como a taxa de variação do Índice de Preços no Consumidor (IPC). Os monetarias, por seu lado, apontam como principal causa para a inflação o excesso de oferta monetária. Por fim, uma outra razão para a ocorrência de inflação é a sua própria inércia provocada pelas expectativas dos agentes económicos; de facto, muitos preços futuros são fixados no presente tendo em conta as expectativas quanto ao futuro levando a que preços como os salários e os juros, entre outros, incorporem já a inflação futura esperada.
A inflação reflete-se também directa e indirectamente no poder de compra das pessoas. Consideremos que o rendimento da população se mantém constante, logo, um aumento generalizado do preço dos bens e serviços irá traduzir-se numa menor capacidade de adquirir bens e serviços, ou seja, numa deterioração do seu poder de compra.
Claro que se o rendimento das pessoas aumentar na mesma proporção da subida dos preços então o seu poder de compra mantém-se.
Inflação equilibrada e prevista numa situação em que todos os agentes económicos esperam um aumento de preços, por exemplo de 10%, ninguém se supreenderá com a modificação dos preços. A alimentação, o vestuário, os salários e as rendas aumentam a uma taxa anual de 10%. Tudo se passaria como se não existisse inflação. Mas as inflações não previstas antecipadamente constituem uma supresa, uma subida de inesperada dos preços irá empobrecer alguns que vêem o seu poder de compra a reduzir.
O poder de compra de Portugal está a 24% abaixo da média europeia, com 76%. Com o aumento da inflação, o aumento do poder de compra e o reduzido aumento dos ordenados, estamos a ficar cada vez mais pobres, e de nos afundarmos na UE. Os portugueses tinham a mesma capacidade de adquirir para adquirir bens e serviços há 3 anos. Portugal está assim longe dos países mais evoluídos da UE e mais perto dos países de leste pelas piores razões.
Verifica-se uma deterioração acentuada das condições económicas das empresas e das famílias, dificuldades acrescidas de acesso ao crédito e o agravamento do preço dos produtos alimentares. O PIB refere-se ao valor agregado de todos os bens e serviços finais produzidos dentro de um território de um país. Exclui as transacções dos bens intermediários e o seu valor é medido a preços de mercado.
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Sara Raquel Rodrigues Martins Mendes - nº 35534 - Línguas e Relações Empresariais - O DESENVOLVIMENTO NO MUNDO (QUESTÕES)
O que é afinal um país desenvolvido? 17/12/2009
Os países desenvolvidos são países que conseguiram um alto índice de industrialização, e que desfrutam de um alto padrão de vida, possível graças à riqueza e à tecnologia, esta tem um papel fundamental no nível de desenvolvimento de determinado país.
Os países desenvolvidos são diferentes dos subdesenvolvidos porque: seus habitantes possuem uma melhor qualidade de vida; utilizam seus recursos de tal forma que sejam suficientes para atender às necessidades do país; a qualidade dos seus produtos manufaturados é elevada; têm ordem econômica; os serviços são bem distribuídos no país e entre as pessoas e, acima de tudo, a população trabalha de forma totalmente eficaz.
O desenvolvimento é classificado como um processo de uma sucessão de mudanças que alteram o ritmo e a estrutura de um determinado sistema, tornando seus potenciais mais ágeis. Os países desenvolvidos têm um crescimento da renda per capita que vai acompanhado de transformações no funcionamento do sistema econômico e, ao mesmo tempo, são observadas mudanças sociais, políticas e culturais que modificam ampliamente a estrutura social deste ou daquele país.
Exemplos de países desenvolvidos:
EUA, Japão, Alemanha, Rússia, Portugal
Quais são os aspectos (variáveis) chave para o desenvolvimento de um país?
Os aspectos chave para o desenvolvimento de um país são o PIB per capita , a esperança média de vida, o grau de alfabetização e o IDH.
Porque há tantas diferenças entre o nível de desenvolvimento dos países?
Um país desenvolvido, segundo os padrões das sociedades consumistas contemporâneas, é um país que tem um PIB per capita superior e que possui um índice de desenvolvimento humano (IDH) elevado. As sociedades desses países são altamente consumistas. A luta por melhores condições de vida da população é visível, principalmente no que diz respeito a uma melhor distribuição de renda, não existindo grandes disparidades entre uma classe social e outra. Os impostos cobrados são directamente direcionados à construção de escolas, habitações, estradas, hospitais, programas de saúde e aposentadorias mais justas.
Os países subdesenvolvidos ou periféricos possuem 80% da população mundial.A maior parte dos países subdesenvolvidos ficam na Ásia,na África e na América Latina
Entre os aspectos relacionados ao quadro humano,destacamos:
o acelerado crescimento populacional,consequência das elevadas taxas de natalidade,
o baixo nível de renda de grande parte da população,determinando a formação de grande bolsões de pobreza nos países subdesenvolvidos.Além disso a distribuição de renda é imperfeita. As precárias condições de saúde,reflexo da subalimentação que atinge grande parte da população e das péssimas condições assistenciais,principalmente médico-hospitalares. As péssimas condições de moradia,uma vez que grande parte da população vive em favelas e cortiços desprovidos de infra-estrutura básica (água encanada,esgoto,etc.),o que intensifica o êxodo rural.
Sara Raquel Rodrigues Martins Mendes - nº 35534 - Línguas e Relações Empresariais - INFLAÇÃO
O QUE É A INFLAÇÃO?
Trata-se de um termo utilizado pelos economistas
para designar um processo persistente e relativamente generalizado de aumento dos preços
em vigor numa dada economia, observado ao longo de um dado período de tempo. A
utilização da expressão aumento generalizado, significa que a inflação não incide apenas
sobre os preços de alguns bens e serviços, mas sim sobre os preços da grande maioria dos
bens e serviços; não incide apenas sobre os preços pagos pelos consumidores, mas também
sobre os preços pagos aos produtores daqueles bens e serviços; finalmente, a inflação não
incide apenas sobre os preços de bens e de serviços, mas também sobre outros preços, como
por exemplo os salários (preço da mão-de-obra).
PORQUE QUEREMOS MEDIR A INFLAÇÃO?
Se os preços no consumidor sobem, tal facto poderá afectar a competitividade da
economia, pois se os produtos de origem nacional se tornam mais caros, é natural que
sejam menos procurados nos mercados internacionais. Neste caso, as exportações ressentirse-
ão e poderão ficar em perigo alguns postos de trabalho, inicialmente e de forma mais
directa em empresas exportadoras, mas também, posteriormente, por via das várias
interdependências que vigoram no seio do tecido produtivo, em empresas não exportadoras.
Por outro lado, a subida dos preços pode ser causada por um aumento dos custos de
produção, o qual, pelo menos em parte, pode ser o resultado de medidas de política
económica, seja na área dos preços administrados (combustíveis, por exemplo), seja noutras
áreas, como a política monetária (se as taxas de juro cobradas pelos bancos aumentam, tal
não poderá deixar de se reflectir nos encargos financeiros suportados pelas empresas).
A SELECÇÃO DOS ARTIGOS QUE INTEGRAM O IPC
A construção do IPC implica a definição prévia de um painel dos artigos (bens e
serviços) cujos preços se irão observar. Essa definição é feita com base no conhecimento
efectivo dos bens e serviços consumidos pela população. Por sua vez, esse conhecimento
resulta de inquéritos dirigidos às famílias. Neste tipo de inquéritos, além de se obterem outras
informações, pede-se aos inquiridos que registem diariamente, durante um período que pode
ser de uma ou duas semanas, as suas despesas. Pede-se igualmente que declarem quais as
despesas que, embora tendo sido suportadas naquele período, têm carácter mensal, bimestral
ou mesmo anual.
Nem todas as despesas suportadas pelas famílias dizem respeito ao consumo. Assim,
por exemplo a compra de uma habitação ou de um terreno é um fluxo de investimento,
enquanto a aplicação de poupanças em activos financeiros ou a satisfação de compromissos
financeiros (por exemplo, o pagamento de uma mensalidade devida por um financiamento
bancário que se obteve anteriormente) constituem operações de gestão financeira corrente.
Estes tipos de despesas não são considerados no âmbito do IPC, nem na fase de recolha dos
preços, nem mesmo no cálculo das ponderações que retratam a estrutura de consumo média
dos portugueses.
A escolha dos produtos a incluir no painel do IPC é feita de acordo com o seu peso
relativo (percentual) na total de despesas de consumo. Chega-se assim a um conjunto de
produtos bastante heterogéneo, o qual é depois arrumado em sub-conjuntos mais homogéneos
de acordo com a natureza dos produtos. Deste modo, o painel de produtos do IPC encontra-se
actualmente organizado em doze classes de despesa, as quais são as seguintes:
- Alimentação e Bebidas Não Alcoólicas
- Bebidas Alcoólicas e Tabaco
- Vestuário e Calçado
- Habitação, Água, Electricidade, Gás e Outros Combustíveis (domésticos)
- Acessórios, Equipamentos Domésticos, Manutenção Corrente da Habitação
- Saúde
- Transportes
- Comunicações
- Lazer, Recreação e Cultura
- Educação
- Hotéis, Cafés e Restaurantes
- Outros Bens e Serviços.
Não menos importante do que a selecção dos artigos, é a sua caracterização
rigorosa. Com efeito, importa assegurar que os preços recolhidos em estabelecimentos
diferentes dizem efectivamente respeito a um mesmo produto e só a ele. Quando, no
mercado, se encontra uma grande diversidade de formas e variedades do mesmo artigo, deve
optar-se por aquela que é mais consumida.
Vejamos um exemplo. Não basta dizer que o arroz é um dos artigos que integram
aquele painel. A maioria de nós sabe, por experiência própria, que em qualquer mercearia ou
supermercado se encontra à venda arroz a vários preços, segundo a respectiva variedade e
outros factores. Se, no entanto, nos referirmos ao artigo arroz extra longo branqueado em
pacotes de um kg, teremos alcançado uma muito maior precisão. A título exemplificativo,
aqui ficam mais algumas caracterizações que, eventualmente, poderiam ser adoptadas no
âmbito da constituição do painel de artigos do IPC:
- Máquina de lavar roupa - unidade: uma
automática; óculo à vista; porta frontal; cor branca;
para 5 kg de roupa; 2200 w de potência; 12 a 14 programas.
- Calças - unidade: par
tecido de cor lisa de lã (± 45%) e poliester (± 55%), tipo sarja; confecção com dois bolsos
laterais, bolso traseiro e pinças; com fecho de correr; sem dobra; bons acabamentos;
medida 46/48.
Por vezes, a especificação do produto chega ao ponto de incluir a indicação da marca
cujo preço deve ser recolhido
CÁLCULO DO IPC
O cálculo do IPC é feito por etapas. Assim, são sucessivamente calculados: preço
médio de cada artigo em cada aglomerado populacional; preço médio de cada artigo em cada
região; índice simples de cada artigo em cada região; índices agregados por regiões; índices
agregados para o Continente; índices agregados para o País. Vejamos, mais detalhadamente,
como se processa cada uma destas fases.
ÍNDICES SIMPLES DE UM SÓ ARTIGO
O preço médio de cada artigo em cada aglomerado populacional, corresponde à
média geométrica dos diferentes preços que para o artigo em causa aí tenham sido registados.
Por seu turno, o preço médio de cada artigo em cada região (NUTS II) é dado pela
média ponderada dos respectivos preços médios em cada aglomerado populacional
pertencente a essa região.
Aqui chegados, podemos então calcular o índice simples ou elementar de cada artigo
em cada região. Trata-se simplesmente do quociente entre os respectivos preços médios no
mês corrente e no momento base (ano em questão), multiplicado por 100.
índice simples do artigo j no mês t =
preçomédio do artigo j no mês t x 100
preçomédio do artigo j 2009
TAXA DE INFLAÇÃO (SETEMBRO DE 2009)
Sara Raquel Mendes nº 35534
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AVALIAÇÃO: Tema interessante. Definição de conceitos razoável (esquece-se de explicar o que significa IPC). Revela esforço de pesquisa e procura exemplificar. Mas não revela fontes! (Suficiente)-